segunda-feira, 20 de julho de 2026

Menos SEMPRE será Mais!! Ride or Die -


Como diria o Chef Henrique Fogaça: Menos é MAIS! - e não que Ride or Die não seja bom - é bom, mas ao tentar ser tão inovador se perde nas teias construídas para causar e se perde ao ponto de duvidar da inteligência do espectador. Nesse dia do amigo trago um texto nada amigável sobre uma série sobre amizade?! 

Mas partimos do começo: Ride or Die (traduzida como Parceiras no Crime) é uma minissérie de ação e comédia do Prime Video, lançada em 15 de julho de 2026. A trama acompanha a dona de casa e esposa exemplar Debbie (Octavia Spencer) e sua melhor amiga Judith (Hannah Waddingham), que é secretamente uma assassina profissional internacional. Pq o que pode dar errado ao entrelaçar a história das duas personagens numa frenética fuga e perseguição a busca por suas melhores versões explorando seus passados e escolhas, com uma boa dose de sarcasmo envolvido? Tudo pode dar errado, e dá! - E será que a amizade delas será a prova de balas (e situações catastróficas)?!

Daqui em frente pode conter spoilers leves da história, então recomendo que vc assista antes de ler o resto.


Não acredito que seja apenas um fator X de interferência a minissérie, possa ter atrapalhado a beleza e magnitude de onde queria alcançar, mas sim um apanhado de escolhas ruins. O primeiro episódio é insano ao "descrever" suas duas protagonistas - a fria e calculista assassina em crise existencial, que faz suas próprias regras e a calorosa boa esposa, com todas artimanhas sagazes de inteligência a serem exploradas - mas fica só nisso mesmo.

A química desde o momento 1 de Hannah e Octavia é absurdamente o melhor da minissérie, e essa só é boa por elas - e dupla ser produtora me deixa mais em dúvida, será que aceitaram o que tava determinado ou esse foi o melhor que conseguiram?

 

Bom, de começo vamos falar da minha maior decepção, Ana - a VILÃ (interpretada pela atriz Sylvia Hoeks - ela entrega muito, mas seus objetivos são tão fracos que nos flashbacks há uma incoerência ABSURDA que fará toda diferença no desenrolar da minissérie. Pq sendo ela uma espiã determinada, extremamente capacitada que no episódio 1, 2 e 3 - tortura o marido da tal, para saber quem ela é - obviamente não conhece uma das personagens certo? - só que lá no flashback ela não só conhece A tal personagem, como é o maior motivo da sua vingança atual com a outra personagem, nem um mínimo google ela dá, sabe? Espiã internacional sem curiosidade. Eu fiquei algumas horas tentando entender se tinha emburrecido sozinha ou o roteiro tinha me dado essa volta mesmo sem sentido algum. Tal obsessão seria "justificada" ou talvez ganhasse outro peso e outra recepção se Ana tivesse sido um amor do passado de Whiptail/Judith e não apenas colega de missão. Tornando interessante a dinâmica entre amor/amizade e profissionalismo.

Outo item que me cansou um pouco foram as inserções e perdas de personagens: te apresentam uma meia dúzia de pessoas legais (cada uma com contextos diferentes, mas nenhuma ali muda ou ajuda de fato a desentrolar nada na história - só acabam atrapalhando, e morrendo sem necessidade - apenas para chocar. Sendo que os que mereciam morrer, seguem vivos.


Fiquei esperando mais profundidade (ou até algo mais raso, com algum sentido - pq a jornada não é justificada, elas partem do ponto A ao ponto C, passando pelo B e voltando ao D apenas inserindo coisas - personagens, tramas e plots demasiadamente cansativos e que não se encaixam. 


É uma pena, Ride or Die é raso ao tentar ser profundo demais, se levar a sério demais - tinha um potencial incrível. E ponto positivo não menos importante: É uma minissérie CRIADA por uma mulher (Tessa Coates) e com seus 8 episódios DIRIGIDOS por MULHERES (Peyton Reed, DeMane Davis, Allison Liddi-Brown & Lauren Wolkstein). E Hannah Waddingham teve dublê em apenas duas cenas (os pulos do trem & carro), todas as outras lutas ela executou com excelência.  

⭐️⭐️⭐️⭐️

Até a próxima temporada ou não!



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